
Já nos vamos habituando a ouvir pessoas virem para os jornais armarem confusão na cabeça das outras com “homilias” do tempo da Idade Média, e até de outros tempos mais recentes e de má memória, que tantos traumas e atrasos nos causaram.
No meu entender esses discursos não ajudam ninguém. Sou crente, penso que Deus só quer que cada individuo neste mundo seja o mais feliz possível, desde que essa felicidade não advenha da desgraça de outros. Do mesmo modo, estou convencido que o Céu e o Inferno é cá na terra, e está dentro de cada um de nós. Usufruímos do Céu quando andamos de bem com a nossa consciência, e vivemos o Inferno, quando ela, pesada, não nos deixa sossegar.
Penso ser um disparate que alguém, seja quem for, por muita divindade de que esteja investido, venha aconselhar os outros para não usarem preservativos no acto sexual seja por motivo de se precaver de filhos que não desejam, ou porque, não têm possibilidades de os criar. Seja ainda por ser portador de doenças contagiosas ou porque, simplesmente, quer usá-lo por razões ainda mais íntimas.
Depois, continuar hoje a falar-se do aborto como um crime, é assunto delicado de mais para se continuar a fazer. É desrespeitar a vontade da grande maioria das pessoas, contestar o regime democrático em que vivemos, e violar as leis que nos regem. O assunto foi mais que discutido em devido tempo. Toda a gente teve oportunidade de o fazer, a igreja particularmente, serviu-se de meios privilegiados para esclarecer o que afinal, já estava mais que esclarecido. Uns, pintaram o aborto de azul celeste, a cor do Céu, outros, com as cores do Inferno.
No fim, teve razão quem teve, e aos olhos da lei, que são os mandamentos cá da terra, a vontade da maioria (dos burros e dos espertos) foi considerada e hoje pertence à consciência de cada um, praticar ou não, o aborto.
Através dos tempos e sem resultados, já houve castigos de mais para as mulheres que ficaram marcadas para toda a vida pelos outros, e por si próprias. A igreja deu uma grande ajuda nisso. Mas há quem continue a insistir numa espécie de “masoquismo” a castigar, criando ainda mais estigmas a quem muitas vezes, sabe Deus como, tem de recorrer a ele. Para mim, discursos de intimidação, retrógrados e reaccionários que infligem medos aos mais fracos, têm o efeito do sal numa ferida a sangrar, e isso não é uma atitude cristã.
Depois, para andarmos a chamar a atenção da pouca consciência dos outros, temos antes de mais, de ter a nossa e a da nossa irmandade bem limpinha. E se no nosso seio há badalhocos, bandalhos, e criminosos, Deus não quer que os escondamos. Quer é que a lei e a justiça se aplique, e sejam punidos de acordo com as suas culpas.
Em Las Vegas, a igreja católica anda a negociar (como se isso fosse de negociar) acordos com centenas de pessoas que foram vítimas de abusos sexuais por parte dos padres das suas paróquias. A soma a pagar às vítimas é astronómica e vai ser paga a pronto. Cada vítima vai receber à volta de um Milhão de Dólares (+ - 200 mil contos). Desde 2002 na Califórnia, são perto de mil pessoas que apresentaram queixas contra a Igreja Católica por alegados abusos sexuais, e não podemos esquecer aqueles, que estando calados sofrem em silencio o inferno, que outros meteram dentro de si.
Pelos valores em causa, é sabido que nem todos os criminosos têm hipóteses de pagar estes preços em troca da “absolvição” dos seus pecados, por Deus e pelos homens.
É que a igreja e pelo que se lê, em minha opinião, anda a inflacionar o preço do pecado. Sabemos que os dinheiros não são ganhos por si, devem provir dos “pagadores de promessas,” que nem sabem, nem sonham, que o pecúlio dos seus sacrifícios e da sua fé, entregues a Deus, vão deste modo parar às “mãos do diabo.”
Ou será que estou enganado e vou malhar com o costado no inferno?
No meu entender esses discursos não ajudam ninguém. Sou crente, penso que Deus só quer que cada individuo neste mundo seja o mais feliz possível, desde que essa felicidade não advenha da desgraça de outros. Do mesmo modo, estou convencido que o Céu e o Inferno é cá na terra, e está dentro de cada um de nós. Usufruímos do Céu quando andamos de bem com a nossa consciência, e vivemos o Inferno, quando ela, pesada, não nos deixa sossegar.
Penso ser um disparate que alguém, seja quem for, por muita divindade de que esteja investido, venha aconselhar os outros para não usarem preservativos no acto sexual seja por motivo de se precaver de filhos que não desejam, ou porque, não têm possibilidades de os criar. Seja ainda por ser portador de doenças contagiosas ou porque, simplesmente, quer usá-lo por razões ainda mais íntimas.
Depois, continuar hoje a falar-se do aborto como um crime, é assunto delicado de mais para se continuar a fazer. É desrespeitar a vontade da grande maioria das pessoas, contestar o regime democrático em que vivemos, e violar as leis que nos regem. O assunto foi mais que discutido em devido tempo. Toda a gente teve oportunidade de o fazer, a igreja particularmente, serviu-se de meios privilegiados para esclarecer o que afinal, já estava mais que esclarecido. Uns, pintaram o aborto de azul celeste, a cor do Céu, outros, com as cores do Inferno.
No fim, teve razão quem teve, e aos olhos da lei, que são os mandamentos cá da terra, a vontade da maioria (dos burros e dos espertos) foi considerada e hoje pertence à consciência de cada um, praticar ou não, o aborto.
Através dos tempos e sem resultados, já houve castigos de mais para as mulheres que ficaram marcadas para toda a vida pelos outros, e por si próprias. A igreja deu uma grande ajuda nisso. Mas há quem continue a insistir numa espécie de “masoquismo” a castigar, criando ainda mais estigmas a quem muitas vezes, sabe Deus como, tem de recorrer a ele. Para mim, discursos de intimidação, retrógrados e reaccionários que infligem medos aos mais fracos, têm o efeito do sal numa ferida a sangrar, e isso não é uma atitude cristã.
Depois, para andarmos a chamar a atenção da pouca consciência dos outros, temos antes de mais, de ter a nossa e a da nossa irmandade bem limpinha. E se no nosso seio há badalhocos, bandalhos, e criminosos, Deus não quer que os escondamos. Quer é que a lei e a justiça se aplique, e sejam punidos de acordo com as suas culpas.
Em Las Vegas, a igreja católica anda a negociar (como se isso fosse de negociar) acordos com centenas de pessoas que foram vítimas de abusos sexuais por parte dos padres das suas paróquias. A soma a pagar às vítimas é astronómica e vai ser paga a pronto. Cada vítima vai receber à volta de um Milhão de Dólares (+ - 200 mil contos). Desde 2002 na Califórnia, são perto de mil pessoas que apresentaram queixas contra a Igreja Católica por alegados abusos sexuais, e não podemos esquecer aqueles, que estando calados sofrem em silencio o inferno, que outros meteram dentro de si.
Pelos valores em causa, é sabido que nem todos os criminosos têm hipóteses de pagar estes preços em troca da “absolvição” dos seus pecados, por Deus e pelos homens.
É que a igreja e pelo que se lê, em minha opinião, anda a inflacionar o preço do pecado. Sabemos que os dinheiros não são ganhos por si, devem provir dos “pagadores de promessas,” que nem sabem, nem sonham, que o pecúlio dos seus sacrifícios e da sua fé, entregues a Deus, vão deste modo parar às “mãos do diabo.”
Ou será que estou enganado e vou malhar com o costado no inferno?