"De que grau na escala de Richter seria o terramoto na capital se Sócrates ameaçasse expropriar um jornal? Foi o que Jardim fez relativamente ao Diário, aliás com todo o País a ouvir. José António Saraiva do 'Sol' e a 'Sábado' atribuiram aos desígnios de Sócrates a interferência governamental nos jornais, através da redução de publicidade institucional nos órgãos incómodos e do aumento nos mais 'amigos'. A ERC, e muito bem, logo chamou os autores da denúncia para saber o que se estava a congeminar. Então... e se, mais do que atentativa de usar a publicidade como castigo ou prémio, o governo de Sócrates tivesse mesmo cortado há mais de dez anos os anúncios oficiais a um órgão para os canalizar todos ao jornal da sua cor, tal como faz na Madeira o dr. Jardim? Que, além de negar publicidade ao Diário para a entregar ao JM, e ainda intimidar nos discursos públicos os empresários que anunciam no Diário, mandou que todos os órgãos públicos cortassem a assinatura do DN, incluindo escolas"."Sócrates foi criticado por atacar Manuela Moura Guedes (...) E se Sócrates fizesse como o sr. Jardim, que calunia, insulta e enxovalha diariamente os jornalistas com epítetos de corruptos, traidores, comunas, súcias, fascistas, tolos, incapazes, incultos, vingativos, desonestos, gente reles, mentes recalcadas, bastardos, exóticos, incumpridores de estatutos editoriais, ralé que não toma banho? E as jornalistas de vendidas, descompensadas, sovaqueiras...? Que seria de um Sócrates cavalgando tal paradigma?"" Pois. Cá para a parvónia é que não há Constituição a cumprir. O Presidente da República tem a queixa do Diário nas mãos e, quando veio cá, elogiou a "obra" de Jardim. (...) ERC, Jaime Gama, Almeida Santos, Manuela Ferreira Leite, Paulo Rangel, PS e oposição nacional, todos têm conhecimento do estado da comunicação social insular. Mas vivem entretidos com o "polvinho" que brinca no "Mar da Palha".
quinta-feira, março 25, 2010
"De que grau na escala de Richter seria o terramoto na capital se Sócrates ameaçasse expropriar um jornal? Foi o que Jardim fez relativamente ao Diário, aliás com todo o País a ouvir. José António Saraiva do 'Sol' e a 'Sábado' atribuiram aos desígnios de Sócrates a interferência governamental nos jornais, através da redução de publicidade institucional nos órgãos incómodos e do aumento nos mais 'amigos'. A ERC, e muito bem, logo chamou os autores da denúncia para saber o que se estava a congeminar. Então... e se, mais do que atentativa de usar a publicidade como castigo ou prémio, o governo de Sócrates tivesse mesmo cortado há mais de dez anos os anúncios oficiais a um órgão para os canalizar todos ao jornal da sua cor, tal como faz na Madeira o dr. Jardim? Que, além de negar publicidade ao Diário para a entregar ao JM, e ainda intimidar nos discursos públicos os empresários que anunciam no Diário, mandou que todos os órgãos públicos cortassem a assinatura do DN, incluindo escolas"."Sócrates foi criticado por atacar Manuela Moura Guedes (...) E se Sócrates fizesse como o sr. Jardim, que calunia, insulta e enxovalha diariamente os jornalistas com epítetos de corruptos, traidores, comunas, súcias, fascistas, tolos, incapazes, incultos, vingativos, desonestos, gente reles, mentes recalcadas, bastardos, exóticos, incumpridores de estatutos editoriais, ralé que não toma banho? E as jornalistas de vendidas, descompensadas, sovaqueiras...? Que seria de um Sócrates cavalgando tal paradigma?"" Pois. Cá para a parvónia é que não há Constituição a cumprir. O Presidente da República tem a queixa do Diário nas mãos e, quando veio cá, elogiou a "obra" de Jardim. (...) ERC, Jaime Gama, Almeida Santos, Manuela Ferreira Leite, Paulo Rangel, PS e oposição nacional, todos têm conhecimento do estado da comunicação social insular. Mas vivem entretidos com o "polvinho" que brinca no "Mar da Palha".
sábado, janeiro 30, 2010
sábado, janeiro 09, 2010
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CARTA DE 1795...
Cópia autêntica da carta existente na Biblioteca Nacional de Lisboa dirigida por Pina Manique, Corregedor de Santarém (e futuro Intendente de Polícia do Marquês de Pombal), ao Duque de Cadaval, Corregedor Mor da Justiça do Reino.
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"Exmo. Sr. Duque de Cadaval:
Se meu nascimento, embora humilde, mas tão digno e honrado como o da mais alta nobreza, me coloca em circunstância de V. Excia. me tratar por TU, Caguei para mim que nada valho.
Se o alto cargo que exerço, de Corregedor da Justiça do Reino em Santarém, permite a V. Excia., Corregedor Mor da Justiça do Reino, tratar-me acintosamente por TU, Caguei para o cargo.
Mas, se nem uma nem outra coisa consente semelhante linguagem, peço a V. Excia. que me informe com brevidade sobre estas particularidades, pois quero saber ao certo se devo ou não Cagar para V. Excia.
Santarém, 22 de outubro de 1795
quarta-feira, dezembro 23, 2009

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NATAL DE QUEM?
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Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
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- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
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Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
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Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
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O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
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Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!!!
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(João Coelho dos Santos in Lágrima do Mar - 1996)
O meu mais belo poema de Natal
A todos os meus amigos e Famílias desejo um Feliz Natal e um óptimo Ano de 2010.
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quarta-feira, dezembro 09, 2009
" SER FELIZ OU TER RAZÃO? "

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Para reflexão...
Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou o mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem a certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber: - Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais... E ela diz: - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão e, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
MORAL DA HISTÓRIA:
MORAL DA HISTÓRIA:
Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre a simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de a ter ou não. Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais frequência: "Quero ser feliz ou ter razão?" Outro pensamento parecido, diz o seguinte: "Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam."
Eu já decidi...
QUERO SER FELIZ!
sábado, novembro 28, 2009
Guerra Junqueiro, 1896

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,e guarda ainda na noite da sua inconsciência como queum lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896
sexta-feira, novembro 20, 2009
segunda-feira, novembro 09, 2009
DOAÇÃO


Duas galinhas....
Pura realidade...
Pura realidade...
- "Se você tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?"
- "Sim" - respondeu o militante.
- "E se você tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido?"
- "Sim" - novamente respondeu o valoroso militante.
- "E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido?"
- "É claro que doaria" - respondeu o orgulhoso companheiro.
- "E se você tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?"
- "Não" - respondeu o camarada.
- "Mas porque você doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?"
- "Porque as galinhas eu tenho."
terça-feira, outubro 13, 2009
quarta-feira, setembro 16, 2009
Como a memória é curta, aqui vai...

- Assim, se chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta, que a dra. Ferreira Leite criou em 2001;
No dia anterior, o delfim Paulo Rangel já tinha preparado os portugueses para o que aí vinha: "A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política".

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É impossível não ver o programa eleitoral do PSD, e o anúncio pela dra. Ferreira Leite de políticas de firme combate a medidas da dra. Ferreira Leite, a mão maoista (ou o que resta dela) de Pacheco Pereira, a da autocrítica.
- Assim, se chegar ao Governo, a dra. Ferreira Leite extinguirá o pagamento especial por conta, que a dra. Ferreira Leite criou em 2001;
- a primeira-ministra dra. Ferreira Leite alterará o regime do IVA, que a ministra das Finanças dra. Ferreira Leite, em 2002, aumentou de 17 para 19%;
- promoverá a motivação e valorização dos funcionários públicos, cujos salários a dra. Ferreira Leite congelou em 2003;
- consolidará efectiva, e não apenas aparentemente, o défice que a dra. Ferreira Leite maquilhou com receitas extraordinárias em 2002, 2003 e 2004;
- levará a paz às escolas, onde o desagrado dos alunos com a ministra da Educação dra. Ferreira Leite, chegou ao ponto, em 1994, de lhe exibirem os traseiros.
No dia anterior, o delfim Paulo Rangel já tinha preparado os portugueses para o que aí vinha: "A política é autónoma da ética e a ética é autónoma da política".
sexta-feira, agosto 21, 2009
RELACIONAMENTOS


Se assumirmos não ter responsabilidades nos processos de relação com o outro, ninguém se responsabilizará pela nossa causa quando as coisas nos correrem mal. E essas dificuldades na forma como nos relacionamos com as pessoas mais próximas reflectem-se à escala da sociedade e do mundo.
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(Ana Vieira de Castro)
segunda-feira, agosto 10, 2009
Política de Interesses


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Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso, e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das nações. A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse. A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre, de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se, destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva. À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos, ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da vaidade.
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Eça de Queiroz
Eça de Queiroz
segunda-feira, julho 20, 2009
Ser Diferente


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A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos.
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Agostinho da Silva
segunda-feira, julho 06, 2009
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Jardim Gonçalves mantém mordomias do BCP

Jardim Gonçalves mantém mordomias do BCP

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Avião privado e 40 seguranças à disposição, tudo pago pelo Banco Comercial Português (BCP), são algumas das regalias que o ex-presidente e fundador da instituição mantém após a reforma.
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Pode dizer-se que é uma reforma de luxo, digna de fazer inveja até aos chefes de estado mais ricos e poderosos. Apesar de não ser público o valor que Jardim Gonçalves aufere por reforma do banco que fundou, certo é que o ex-presidente soube negociar muito bem a sua saída. Segundo noticia do Diário de Notícias, Jardim tem a possibilidade de viajar pelo mundo num avião particular e de ser vigiado por cerca de 40 seguranças privados, com os custos todos suportados pelo banco.
Pode dizer-se que é uma reforma de luxo, digna de fazer inveja até aos chefes de estado mais ricos e poderosos. Apesar de não ser público o valor que Jardim Gonçalves aufere por reforma do banco que fundou, certo é que o ex-presidente soube negociar muito bem a sua saída. Segundo noticia do Diário de Notícias, Jardim tem a possibilidade de viajar pelo mundo num avião particular e de ser vigiado por cerca de 40 seguranças privados, com os custos todos suportados pelo banco.
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Contactado por aquele jornal, o ex-banqueiro assegura que estas regalias figuram numa acta do conselho de remunerações e previdência, onde está consagrado o direito à "segurança e protecção na saúde". Uma situação que está a ser revista pelo actual conselho de remunerações e previdência, presidido por Joe Berardo.
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De salientar que Jardim Gonçalves é o único ex-presidente do BCP que continua a voar em aviões pagos pela instituição. O avião é alugado anualmente pelo banco, para deslocações da administração e quadros de topo do BCP .
De salientar que Jardim Gonçalves é o único ex-presidente do BCP que continua a voar em aviões pagos pela instituição. O avião é alugado anualmente pelo banco, para deslocações da administração e quadros de topo do BCP .
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Recorde-se que esta semana o Ministério Público deduziu acusações contra Jardim Gonçalves e outros quatro antigos gestores do Banco Comercial Português, acusados de manipulação de mercado, falsificação de contabilidade e burla qualificada. Terão provocado 600 milhões de euros de prejuízo ao BCP.
Recorde-se que esta semana o Ministério Público deduziu acusações contra Jardim Gonçalves e outros quatro antigos gestores do Banco Comercial Português, acusados de manipulação de mercado, falsificação de contabilidade e burla qualificada. Terão provocado 600 milhões de euros de prejuízo ao BCP.
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terça-feira, junho 30, 2009
Em 2008, bancos tiveram mais ajuda
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que os pobres em 50 anos

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O sector financeiro internacional recebeu, apenas em 2008, quase dez vezes mais recursos públicos do que todos os países pobres do planeta nos últimos cinquenta anos. O dado foi divulgado pela campanha da Organização das Nações Unidas (ONU) pelas Metas do Milénio, destinada a combater a fome e a pobreza no mundo. Enquanto os países pobres receberam, em meio século, cerca de US$ 2 trilhões em doações de países ricos, bancos e outras instituições financeiras ganharam, em apenas um ano, US$ 18 trilhões em ajuda pública.
quinta-feira, junho 18, 2009

“FALECEU O DR. CARLOS CANDAL"
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Além de advogado, funções que exerceu com brilho, empenho e honestidade, foi:
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Presidente da Associação Académica de Coimbra; Fundador do Partido Socialista; Deputado na Assembleia Constituinte; Deputado da Assembleia da República; Deputado do Parlamento Europeu; Presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Aveiro e, no mandato que ainda decorre, era o Líder da Bancada do PS.
Presidente da Associação Académica de Coimbra; Fundador do Partido Socialista; Deputado na Assembleia Constituinte; Deputado da Assembleia da República; Deputado do Parlamento Europeu; Presidente da Mesa da Assembleia Municipal de Aveiro e, no mandato que ainda decorre, era o Líder da Bancada do PS.
Uma vida que poderia e deveria ser mais longa mas que foi exemplar. Viveu-a e preencheu-a com trabalho e a lutar pela liberdade e democracia.
Aveiro perdeu mais um dos seus Homens Ilustres e um dos seus melhores Amigos.
Ficamos mais pobres!
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O corpo encontra-se em Câmara Ardente nos Paços do Concelho. O funeral realiza-se no próximo sábado, pelas 10,30 horas.
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Partiu o Homem. Legou-nos o “Ser” que será eterno.
Partiu o Homem. Legou-nos o “Ser” que será eterno.
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terça-feira, junho 02, 2009
Excerto da intervenção de Nuno Marques Pereira do Partido Socialista:
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“O argumentário usado é, em alguns aspectos, falacioso por padecer de rigor e com uma tal carga demagógica que chega a causar espanto”, acusou o vereador socialista Nuno Marques Pereira durante a reunião pública realizada ontem à tarde.O autarca confrontou a maioria com uma série de investimentos que atribuiu em parte às boas influências do Governador Civil, Filipe Neto Brandão, e do deputado Afonso Candal, mas também de projectos herdados da gestão de Alberto Souto.“A Câmara e bem, apenas teve de aceitar”, vincou, enunciando o Polis Ria, a ligação ferroviária ao Porto de Aveiro, a plataforma logística de Cacia, o comboio de alta velocidade, o Museu de Aveiro, a Comarca do Baixo Vouga e o Tribunal Administrativo de Aveiro.Sobre a Unidade de Tratamento Mecânico-Biológico (UTMB) em Eirol para lixos domésticos da ERSUC, também apresentada no rol das realizações da maioria, o PS entende que a Câmara “não zelou pelos interesses do município”.Entendem os socialistas que deveria ter existido “solidariedade regional” para a escolha do equipamento, já que Aveiro acolhe há 12 anos o aterro intermunicipal que serve vários concelhos.Para Nuno Marques Pereira, a UTMB “forçou” o Governo a inscrever o eixo rodoviário Aveiro/Águeda no plano rodoviário “não outra razão”.Nos recentes discursos da maioria “pairou sempre o anátema” dos anteriores mandatos de Alberto Souto (PS), exemplificando com a referência aos juros e amortizações da dívida que estariam a onerar as novas gerações. “Desde há 12 anos que usufruem de uma obra notável”, referiu o vereador, avançado com diversos exemplos.A propósito de responsabilidade política, citou Sá Carneiro, para quem nos primeiros seis meses de um mandato era “admissível” atribuir culpas aos governantes anteriores “mas daí para a frente quem está no Governo tem de assumir as responsabilidades”.Para Nuno Marques Pereira, não cumpriu o compromisso de resolver o problema financeiro como “agravou” as contas, sem acompanhar o empréstimo de 58 milhões de euros “com medidas concretas para combater o défice estrutural”.A maioria “foi uma desilusão” por não resolver outros problemas como a dívida para com o Beira-Mar, a reestruturação das empresas municipais ou a ausência de candidaturas para renovar o parque escolar.Maioria promete rebater argumentos O vice-presidente da Câmara, Carlos Santos, enquadrou as críticas do PS no âmbito da campanha eleitoral. “A maioria também terá os seus argumentos e na altura responderemos”, disse após a intervenção do eleito socialista. Esta intervenção fazia prever o silêncio do presidente do executivo mas Élio Maia acabaria por comentar as acusações. Aludiu, a propósito, ao seu discurso na recente visita presidencial de Cavaco Silva. “Tivemos sempre o cuidado de dizer que procuramos envolver todos os agentes e forças políticas em tudo aquilo que construímos em Aveiro”, ressalvou.·Acabaria, contudo, por sublinhar a acção da maioria em “retomar” projectos “parados há anos de mais”.“Não é por acaso que foi possível retomá-los e agora estão a andar”, disse pedindo o reconhecimento e empenho deste executivo.
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Fonte: “Notícias de Aveiro”
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